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terça-feira, 5 de novembro de 2024

Jesus desceu à mansão dos mortos

 

 

Creio em Deus Pai, todo-poderoso, criador do Céu e da Terra e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu a mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado a Direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na Vida eterna. Amém!  

 

No segundo dia do Tríduo Pascal, Jesus, após se entregar, até a morte, ritualmente, na Ceia, e historicamente, na cruz, entrou na morte. É uma entrega só. No Sábado Santo e Solene Vigília Pascal, a Igreja nada celebra. É dia de silêncio e oração. O altar das igrejas permanece descoberto. 

Jesus, crucificado, morto e sepultado, conheceu a morte como todos os seres humanos. Com sua alma, unida à pessoa divina, foi à morada dos mortos, como Salvador, para proclamar o Evangelho e anunciar a Boa Nova aos espíritos ali aprisionados. 

No seio de Abraão, se encontravam os que estavam privados da visão de Deus. Todos os mortos, bons ou maus, esperavam o Redentor, que, no entanto, libertaria e abriria as portas do céu somente os justos que o haviam precedido. 

No Sábado Santo a Igreja permanece em silêncio junto ao túmulo, aguardando a ressurreição do Senhor.  Após a morte na cruz, o corpo de Jesus Cristo foi colocado no sepulcro e lá permaneceu, por apenas um dia. Sua alma humana separou-se do corpo e ficou no estado de mansão dos mortos, de "sono", "dormindo". 

No estado de morte, a alma separada do corpo, ainda não podia entrar na glória do céu, que estava fechado, após o pecado original, para a humanidade. Somente será aberto com a ressurreição de Nosso Salvador. Ele morreu na cruz e experimentou a morte. É um mistério. O autor da vida, engolido pela morte.  

A morte de Cristo foi real. Durante três dias, entre o momento em que “espirou” (Mc 15,37) e a ressurreição, o Salvador experimentou o “estado de morte”, por meio da separação da alma e do corpo. 

Na Carta aos Hebreus foi descrita a obra de libertação dos justos por este evento da descida à mansão dos mortos: “Como os filhos têm em comum a carne e o sangue, também Jesus participou da mesma condição, para destruir, com a sua morte, aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo. Assim libertou os que, por medo da morte, estavam a vida toda sujeitos à escravidão” (2:14-15).

Na Primeira Carta de São Pedro lemos: “Pois também aos mortos foi anunciado o Evangelho, para que, mesmo julgados à maneira humana na carne, eles pudessem viver segundo Deus no Espírito” (4,6).

Pela doutrina católica, a “descida aos infernos” constitui a última fase da missão messiânica, pois a Palavra do Evangelho, assim como a graça justificadora de Jesus, alcançou a todos, inclusive as gerações que viveram antes do sacrifício de Cristo na Cruz, como Adão, Eva, Abel, Melquisedeque, Abraão, Isaac, Jacob, Moisés, Noé, David, Salomão, Isaías, Jeremias, Zacarias, os patriarcas e os profetas. 

O período da graça, perdido com o pecado original de Adão e Eva, somente foi reinaugurado com a Cruz de Cristo. Antes da Redenção, com a morte e ressurreição de Jesus, as portas do paraíso estavam fechadas, desde a expulsão deles. Rompida a amizade com o homem que, tentado pelo diabo, deixou morrer a confiança em seu Criador, abusou da liberdade e desobedeceu ao mandamento divino, Deus colocou dois Arcanjos diante das portas do céu para que ninguém pudesse voltar. 

As almas das pessoas justas que, no Antigo Testamento, tinham morrido, aguardavam por esta "inauguração do céu". No Fim dos Tempos, as almas dos justos serão também unidas aos seus corpos ressuscitados, na ressurreição final. Então as pessoas salvas e justificadas, em estado de graça, entrarão na glória de Deus, de corpo e alma, configurando plenamente ao Cristo ressuscitado.  

Ao morrerem, eles não poderiam estar diante do Pai porque, além de carregarem a mancha do pecado original, não tinham recebido a graça e o perdão dos pecados pessoais e, portanto, não estavam unidos a Deus, de forma sobrenatural.  

Todavia, estas pessoas boas não poderiam ser punidas com a pena dos sentidos (queimarem no fogo do inferno) porque viviam a justiça, ainda que de forma natural. Como não estavam perdoados de seus pecados, não podiam escapar da pena de dano (ausência de Deus), aplicada no círculo exterior do inferno.

Cristo, verdadeiro homem e verdadeiro Deus (doutrina formalizada no Concílio de Calcedônia, em 451, d.C.), tal como professado na profissão de fé de São Cirilo, ali desceu, já morto, para declarar a sua vitória sobre o demônio, para mostrar o seu poder e pegar, pelas mãos, aquelas pessoas boas e justas e levá-las para o céu. O Salvador ressuscitou todos eles. São Paulo, na sua Carta aos Filipenses 2:10-11, disse que ao nome de Jesus, todo o joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra e toda língua proclame: Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai (.

Confira esta bela e antiga homilia para o Sábado Santo:

 

"O que está acontecendo hoje? Um grande silêncio e uma grande solidão reinam sobre a terra. Um grande silêncio, porque o Rei está dormindo; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam há séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos.

 

Ele vai antes de tudo à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte. Deus e seu Filho vão ao encontro de Adão e Eva libertos dos sofrimentos.

 

O Senhor foi onde eles estavam, levando em suas mãos a cruz vitoriosa. Quando Adão o viu exclamou para todos os demais: O meu Senhor, está no meio de nós! E Cristo tomando Adão pela mão, disse-lhe: Acorda, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos...

 

Eu sou o teu Deus, e por tua causa me tornei teu filho; por ti e por aqueles que nasceram de ti, agora aos que estavam na prisão da morte: ‘Saí!’; e aos que jaziam nas trevas: ‘Vinde para a luz!’; e aos entorpecidos: ‘Levantai-vos!’

 

Eu ordeno: Acorda, ó tu que dormes, porque não te criei para permaneceres na mansão dos mortos. Levanta-te dentre os mortos; eu sou a vida. Levanta-te, obra das minhas mãos; levanta-te, ó minha imagem, tu que foste criado à minha semelhança. Levanta-te, saiamos daqui; tu em mim e eu em ti, somos uma só e indivisível pessoa.

 

Por ti, eu, o Senhor, tomei tua condição de escravo. Por ti, eu, que habito no mais alto dos céus, desci à terra e fui até sepultado; por ti tornei-me como alguém sem apoio. Por ti, que deixaste o jardim do paraíso, num jardim fui crucificado.

 

Vê em meu rosto os escarros que por ti recebi, para restituir-te o sopro da vida. Vê as bofetadas que levei para restaurar tua beleza corrompida. Vê as marcas dos açoites que suportei para retirar de teus ombros o peso dos teus pecados. Vê minhas mãos fortemente pregadas à cruz, por causa de ti, pois outrora estendeste levianamente tuas mãos para a árvore do Paraíso. Adormeci na cruz, e por tua causa a lança penetrou no meu lado, assim como Eva surgiu do teu costado, quando adormecestes no Paraíso. Meu lado curou a dor do teu costado; meu sono vai arrancar-te do sono da morte. E minha lança deteve a que estava dirigida contra ti.

 

Levanta-te, vamo-nos daqui. O inimigo te expulsou do Paraíso; eu, porém, agora te coloco num trono celeste. O inimigo afastou de ti a árvore da vida; eu, porém, que sou a vida, estou agora junto de ti. Constituí anjos que, como servos, te guardassem, e ordeno que eles te cuidem como Deus, embora não o sejas.

 

Está preparado o trono dos querubins, prontos e a postos os mensageiros, construído o leito nupcial, preparado o banquete, as mansões e os tabernáculos eternos adornados, abertos os tesouros de todos os bens e o Reino dos céus preparado para ti desde toda a eternidade. Vem!"  

Entre a morte e a ressurreição, no sábado, possivelmente no dia 8 de abril do ano 30, Jesus desceu ao Limbo dos Patriarcas para libertar os justos, abrir o céu, dar-lhes a beatitude, a bem aventurança e confirmar o seu poder divino.  

No dia anterior à Ressurreição, Cristo foi à mansão dos mortos, livre e vitorioso, sem perder sua divindade, para cumprir o que estava escrito nas Escrituras: o Messias libertaria os cativos e abriria o caminho para a salvação ...

O Filho de Deus libertou as almas dos justos, que ali aguardavam a Redenção. Demonstrou a vitória sobre o pecado e a morte, completando, assim, a obra de salvação iniciada com sua crucificação e morte. Em outra derrota para o demônio, houve a manifestação do poder soberano de Cristo sobre o mundo espiritual, mostrando que Ele tem autoridade sobre o inferno e a morte. 

A descida à morada dos mortos preparou o caminho para a ressurreição de Jesus Cristo, que ocorreu no Domingo de Páscoa, inaugurando, assim, uma nova era de vida e esperança para todos os que creem Nele.

sábado, 15 de abril de 2017

Sábado Santo. Vigília Pascal

Anúncio do Evangelho (Mt 28,1-10)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

1Depois do sábado, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. 2De repente, houve um grande tremor de terra: o anjo do Senhor desceu do céu e, aproximando-se, retirou a pedra e sentou-se nela. 

3Sua aparência era como um relâmpago, e suas vestes eram brancas como a neve. 4Os guardas ficaram com tanto medo do anjo, que tremeram, e ficaram como mortos.

5Então o anjo disse às mulheres: “Não tenhais medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. 6Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito! Vinde ver o lugar em que ele estava. 

7Ide depressa contar aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos, e que vai à vossa frente para a Galileia. Lá vós o vereis. É o que tenho a dizer-vos”.

8As mulheres partiram depressa do sepulcro. Estavam com medo, mas correram com grande alegria, para dar a notícia aos discípulos.

9De repente, Jesus foi ao encontro delas, e disse: “Alegrai-vos!

As mulheres aproximaram-se, e prostraram-se diante de Jesus, abraçando seus pés. 10Então Jesus disse a elas: “Não tenhais medo. Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.



"Cidade Alta de Jerusalém 
7 de abril de 30 d.C. 3 da tarde às 6 da tarde 

É preciso se apressar. O esquadrão da morte teve um dia duro, mas ainda há mais trabalho pela frente. Normalmente, eles deixam um homem na cruz por dias após a sua morte, às vezes permitindo que seu corpo se decomponha ou até seja devorado por animais selvagens. 

Mas a lei judaica determina que não é permitido deixar um corpo em um “madeiro” durante o sábado, que começa ao pôr do sol do dia de hoje e continua ao longo de todo o dia seguinte. 

Então o quaternio deve baixar Jesus da cruz e jogar seu corpo na vala comum reservada aos criminosos. O exactor mortis se certifica da morte de Jesus perfurando seu peito com uma lança. Os fluidos pleural e pericárdico acumulados em volta do coração e dos pulmões de Jesus por horas jorram para fora, misturados a um jato de sangue. 

Após puxar a ponta da lança de volta, o capitão da guarda ordena que seus homens removam Jesus da cruz. É uma crucificação ao contrário, com os homens usando escadas e trabalhando em equipe para baixar Jesus e a trave mestra ao chão. Jesus é deitado de costas novamente, mas agora o esquadrão da morte precisa se empenhar em remover os pregos sem entortá-los. 

O ferro é caro, e os pregos são reutilizados o maior número de vezes possível. Quase todos aqueles que testemunharam a crucificação de Jesus já foram embora. Maria, sua mãe, e Maria Madalena estão entre os que restaram. 

Mas, enquanto os soldados dão continuidade ao trabalho árduo de retirar o homem da cruz, um saduceu chamado José de Arimateia se aproxima. Este rico membro do Sinédrio e discípulo secreto de Jesus foi uma das poucas vozes discordantes durante o julgamento ilegal. 

A outra foi a de Nicodemos, o fariseu, que agora se encontra ao lado de José no topo do Gólgota. Eles receberam permissão de Pilatos para levar o corpo, uma vez que o governador deseja abafar a execução o mais rápido possível. 

De forma um tanto espantosa, José e Nicodemos estão declarando publicamente sua sujeição aos ensinamentos de Jesus. José leva o corpo de Jesus ao mausoléu particular de sua família, uma caverna recém-escavada no calcário maleável de uma encosta perto dali. 

Os judeus acreditam que a simples presença de um criminoso em um mausoléu é suficiente para profaná-lo. E o que é pior: o ato de tocar um cadáver na Páscoa torna qualquer membro do Sinédrio impuro e o desqualifica para participar do Sêder, o banquete cerimonial a ser realizado nesse dia. 

Pela lei, José e Nicodemos serão declarados impuros e deverão se submeter a um ritual de purificação de sete dias. No entanto, esses dois membros corajosos do Sinédrio não dão importância a isso e demonstram sua lealdade a Jesus carregando seu corpo sem vida pelo Gólgota abaixo e até o mausoléu. 

Não há tempo para executar o ritual de limpeza e unção do cadáver com óleo. Mas eles realizam o gesto extravagante de cobrir o corpo com mirra e aloé, perfumes caros que servem para atenuar o cheiro de decomposição que está por vir. 

Então envolvem o corpo em um tecido de linho, fazendo questão de deixá-lo frouxo ao redor do seu rosto para o caso de Jesus não estar realmente morto, mas apenas inconsciente. 

Desta forma, ele não sufocará. A tradição judaica determina que todos os corpos devem ser examinados três dias depois da morte aparente. Assim, o sepulcro será reaberto e Jesus será examinado no domingo. Mas tudo isso não passa de uma formalidade, pois Jesus está claramente morto. 

A perfuração causada pela lança em seu pericárdio não deixa dúvida. Mesmo assim, o sepulcro será reaberto no domingo. Depois que a morte for oficialmente declarada, seu cadáver continuará ali por um ano inteiro. 

Então os ossos serão removidos de seu corpo decomposto e depositados em um pequeno jarro de pedra chamado de ossário, que por sua vez será armazenado em um nicho escavado na parede do mausoléu ou transferido para outro local. 

O sepulcro de Jesus fica em um jardim do lado de fora da cidade. A pedra que cobrirá sua entrada pesa centenas de quilos. Ela já está posicionada sobre um sulco que torna mais fácil rolá-la. O sulco, no entanto, foi aberto em um ângulo ligeiramente descendente. 

Isolar o sepulcro hoje será mais fácil do que afastar a pedra pesada para abri-lo no domingo. José e Nicodemos carregam o corpo para dentro do mausoléu e o deitam sobre o leito de pedra lavrada. 

Poeira e um cheiro forte de perfume pairam no ar. Os homens se despedem formalmente de Jesus e então saem do mausoléu. Maria, mãe de Jesus, observa os dois homens fazerem força para rolar a pedra que vedará a entrada do sepulcro. 

Maria Madalena também assiste à cena. O feixe de luz do sol que invade a cripta fica cada vez menor à medida que a pedra ocupa o seu lugar. Jesus de Nazaré previu sua morte e até pediu a Deus que afastasse o cálice da amargura de seus lábios. 

Mas agora está feito. O silêncio no túmulo é completo. Sozinho na escuridão do mausoléu, Jesus de Nazaré finalmente descansa em paz.


Palácio de Pilatos, Jerusalém 
Sábado, 8 de abril de 30 d.C. Dia 

Pôncio Pilatos tem visitas. Novamente, Caifás e os fariseus se encontram diante dele. Mas agora eles estão dentro do palácio, pois já não temem que a presença do governador os torne impuros, uma vez que a Páscoa chegou ao fim. 

Pela primeira vez, Pilatos nota que Caifás está aterrorizado com o poder de Jesus. O que não era tão óbvio enquanto o Nazareno estava vivo é bastante claro depois da sua morte, pois o sumo sacerdote está fazendo um pedido muito incomum. 

Caifás diz a Pilatos, sem rodeios: – Aquele impostor disse: “Depois de três dias ressuscitarei.” Ordena, pois, que o sepulcro dele seja guardado até o terceiro dia, para que não venham seus discípulos e, roubando o corpo, digam ao povo que ele ressuscitou dentre os mortos. 

Há certa lógica em seu pedido. O desaparecimento do corpo de Jesus poderia levar a uma revolta contra os sacerdotes do Templo caso seus seguidores convencessem o povo de que aquele homem que afirmava ser o Cristo provou ser imortal. 

A presença da guarda romana frustraria qualquer tentativa de violar o sepulcro e roubar o cadáver. Pilatos atende ao pedido de Caifás. – Levem um destacamento – ordena ele. – Podem ir, e mantenham o sepulcro em segurança como acharem melhor. 

Assim, guardas romanos passam a vigiar o sepulcro de Jesus, para o caso de o defunto tentar escapar. Esse deveria ter sido o fim da história. O agitador blasfemador está morto. O Sinédrio e Roma não têm mais motivos para se preocuparem. 

Se os seguidores do Nazareno pretendiam causar problemas, não há qualquer sinal disso. Os discípulos parecem acovardados, ainda perplexos com a morte de seu messias. Eles estão foragidos e não representam ameaça para Roma. 

Pilatos se sente aliviado. Logo estará a caminho de Cesareia, onde poderá voltar a governar sem a interferência constante dos sacerdotes do Templo. 

Mas Caifás se recusa a ir embora. Trajando suas vestes caras de linho, ele continua diante de Pilatos, sem saber o que o governador dirá a Roma. Ele tem muito a perder, e o fato de Pilatos ter “lavado suas mãos” o preocupa, pois deixa claro que o governador está tentando se distanciar daquele processo todo. 

Ele perderá tudo se o imperador Tibério o culpar pela morte de Jesus. Então Caifás se mantém firme, buscando qualquer sinal de aprovação por parte de Pilatos, mas o governador romano está farto da arrogância daquele sacerdote. Sem dizer mais nada, ele se levanta e vai embora." (O'Reilly, Bill; Dugard, Martin. Os últimos passos de Jesus: Um fascinante relato histórico da vida e dos tempos de Jesus. Editora Sextante.)